Ao final da tarde, as meninas já
tinham comido tanto na festa que fizeram de surpresa para a Lívia, Mannu e
Camila, que elas nem aguentavam mais olhar para a mesa. Foram brincar um pouco
no parquinho enquanto dava a hora dos pais e responsáveis chegarem.
No parquinho, as meninas colocaram
as conversas em dia, falaram muito sobre o problema que a Lívia enfrentou com a
mamãe dodói e que foi, na verdade, a chance que e a Mannu teve de se aproximar
dela. Falaram também sobre as brigas bobas e renovaram os pedidos de perdão;
foi muito riso. Nem a grande ofensa, “barata sonsa”, parecia tão terrível mais. Elas conseguiam
rir disso tudo sem mágoa nenhuma mais. Isso deixou a tarde mais bonita ainda.
Quando tiveram que correr, todos, para se abrigar de uma leve chuva que começou,
elas receberam do céu um presente para “firmar” a aliança de amizade delas.
Caía uma chuvinha fina, mas tinha um pouco de sol também, e quando elas olharam
para o horizonte, viram um arco-íris grande e muito lindo que se formou,
permaneceu um bom tempo e depois se desfez.
A Mannu viu primeiro e começou a
gritar empolgada, chamando a atenção das outras seis meninas!!
―
Olha, olha!!! Gente!!!! Que lindo!!!! É o Papai do céu que colocou a metade do
anel d’Ele no céu!! Isso é pra mostrar pra gente que Ele está junto com a gente na
aliança que nós fizemos pra nunca mais brigar. Isso é sinal que Ele está
alegre! Eu tenho certeza! Porque Ele gosta de “paz” e o Filho dEle é o Príncipe
da Paz, sabiam disso??
Todas as crianças ficaram olhando
maravilhadas para aquelas cores tão lindas no céu. A Ju e a Duda perguntaram
para a Mannu, intrigadas.
―
Como é que você sabe dessas coisas Mannu? Do “anel” de Deus e do apelido do
Filho d’Ele?
―
Eu sei porque a Zezé me conta essas coisas e eu estudo sempre com ela o
“livrão”... Lá tem histórias lindas e tem também essa do arco-íris... e conta a
história toda do Filho de Deus também, de quando Ele veio pra cá e ganhou o
apelido de “Príncipe da Paz”...
A Ju perguntou mais intrigada
ainda:
―
“Livrão”?? Que livrão é esse Mannu?
―
O livrão é a “Bibla” ... ―
“BÍBLIA”, corrigiu a Camila.
―
Isso... disse a Manu ―
Ela já leu cada história lá pra mim... eu não sabia que tinha tanta coisa
“inacreditável” lá...
A Mannu pensou um pouquinho e
tratou de explicar “melhor”; do jeito dela, com o uso peculiar que ela fazia do
seu poço de palavras, disse ela:
―
Bom... são coisas “inacreditáveis” que Deus mandou a gente “acreditar” sabe?
Então, a gente pode crer em tudo sem medo, porque Deus não erra nunca! É por isso que Ele é Deus... As
coisas que estão escritas lá são “tudo
crível”, não são “descrível”...
A professora Andrea, de outra
turma, estava passando por ali e se arrepiou com a “concordância” terrível da
Mannu dizendo que as coisas escritas lá “são crível”. Quando ela ia
arrumar a frase dela, não deu tempo, pois a Duda saiu com uma pergunta muito
importante para ser interrompida naquele momento. Então ela deixou pra falar depois.
―
“Crível??” Perguntou a Duda ―
o que é “crível... e descrível?”
―
Bom... prosseguiu a Mannu, pense bem Duda, “crível”, a Zezé me disse que é uma
coisa que a gente pode acreditar, então “descrível” é aquilo que NÃO dá pra
acreditar, entende? E na “Bíbla”, aliás BÍBLIA, tem muita história que parece
“descrível”, mas não é...
―
Ah... respondeu a Duda, ainda pensativa...
Nesse instante, a professora
Andrea ficou imaginando se estava diante de alguma futura “colega” de profissão, pois a Mannu tinha um jeito
muito parecido com o dela para “explicar” as coisas, mesmo com todos os erros
que ela fazia, ela não se importava que as pessoas corrigissem. Pode notar,
quando a Mannu é corrigida, ela não se irrita, apenas diz: “Isso...” e continua
a magnífica exposição da sua opinião.
―
Mas... então, “incrível” o que é? Perguntou novamente a Duda.
―
Incrível? Hummm... boa pergunta Duda, disse ela.
Ainda bem que a Camila estava por
ali, atenta, e socorreu a Mannu.
―
Mannu, acho que “incrível” é aquilo que não dá pra acreditar, e “descrível” é
uma palavra que só existe no seu poço de palavras... Eu nunca tinha ouvido
antes...
―
Ahhhhh... Isso... pode ser isso mesmo Camila, porque a Zezé sempre diz que eu
tenho algumas palavras no meu poço de palavras que só eu conheço porque fui eu
que fiz elas existirem, porque a gente não acha em nenhum dicionário...
Todo mundo riu dessa maluquice da
Mannu, inclusive ela mesma.
Nesse intervalo, a professora
Andrea aproveitou para comentar sobre a maneira de concordar as palavras para a
frase não ficar esquisita, ela disse:
―
Muito bem, Mannu, só precisamos arrumar uma coisinha nisso que você falou.
Quando você disse que “as coisas “são crível” soa meio estranho não acha? O
certo mesmo é “são críveis”, esse é o plural de crível, já que você estava
falando de coisas, que é uma palavra que também está no plural, não é?
―
Isso... é bem isso professora... disse a Mannu, só que eu não me lembrava mais.
É igual o plural de “nível”; que fica “níveis” né professora?...
Isso mesmo, muito bem Mannu! Disse
a professora dando uma piscadinha pra ela e saindo de fininho.
Isso foi esclarecedor o
suficiente, tanto para a Duda quanto para a Mannu e todas as outras meninas que
estavam ligadíssimas na história das coisas”descríveis” que a Mannu estava comentando.
Estavam todas curiosas e queriam saber mais, tudo o que a Mannu já tinha aprendido com a Zezé. Então a conversa prosseguiu assim, com mais
uma das ideias da Mannu.
―
Ju, Duda, Cássia , Lívia e Ma, que tal eu pedir pra Zezé fazer neste sábado
aquele bolo que a gente tinha planejado para a Lívia e a Cássia... e que não
deu certo... e depois de a gente comer o bolo inteirinho, junto com sorvete é
claro, ela podia contar algumas histórias do “livrão” pra vocês ouvirem também,
que tal hein?
―
Bom, eu queria ir, o que você acha Duda?
―
Eu também queria, mas a gente tem que falar primeiro com a mamãe, né? Pra saber
se ela deixa...
―
É... concordou a Ju.
― E
eu também tenho que pedir, mas acho que a mamãe vai deixar sim, disse a Cássia
de um jeito bem diferente de como ela falou da primeira “e única” vez em que a
Mannu tinha inventado essa história de convidar as meninas. A Ma e a Lívia concordaram
imediatamente também.
―
Ebaaa! Vamos combinar com as mamães então e, é... eu também tenho que pedir pra
“duas mães”... a minha mãe de verdade e a minha mãe Zezé... Só depois é que a
gente vai saber se esta foi mesmo uma boa idéia !!!
Ela estava pensando assim, meio
preocupada, quando a Zezé chegou e chamou as três. Todas se despediram das
amigas, que agora tinham aumentado um bocado!! E a Mannu correu para o carro
ansiosa para contar a novidade da festa surpresa para a Zezé e também para
perguntar sobre a ideia do bolo no sábado.
Tomara que a Zezé aceite fazer
a grande bagunça e principalmente, tomara que a Dra. Laura concorde com a ideia, né?
Vamos ver amanhã se essa foi mesmo uma ideia das boas da Mannu...







Essa Manu é mesmo descrivel!
ResponderExcluirKkkkkk! Isso aí Debbie!!
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