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Manô

Oi, esta é a Mannu, você vai conhecer a história dela. Todos os dias você vai ler um pouquinho sobre a vida dela, basta entrar aqui depois das cinco horas da tarde, quando você tiver tempo livre ok?? Vou contar tudo o que acontece na vida dela e das pessoas com quem ela convive. Você vai gostar muito dela, ela vai ser sua amiga de todos os dias.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

CONVERSA MARCADA - CAPÍTULO 49


A Mannu aproveitou a hora de tranquilidade ali com os pais para tentar continuar a conversa com eles sobre o assunto que tinha surgido na hora do jantar.

Papai, você disse que ia me explicar o que é “desmatar” lembra?

Huuuummm... lembro sim filha. Então... desmatar é o que as pessoas fazem quando tiram toda a vegetação, as árvores de um lugar. Isso é um pouco perigoso quando se faz sem cuidado, porque pode abalar o ecossistema, sabe?

A Dra. Laura olhou para o marido e franziu a testa.

“Ecossistema” amor? Que palavra! Se prepare...

Papai eu entendi mas o que é eco..., como é mesmo? ecossistema? É isso?


O Dr Álvaro, que já estava cansado demais também, tratou de arranjar um jeito para explicar em outra hora pois percebeu que ia dar muita “corda” para as meninas que, na verdade, já deviam estar na cama. Já era tarde para elas.

Meu amor, o papai vai te explicar o “ecossistema” inteirinho, só que em outra hora ok? Agora já está tarde e os teus olhinhos, e os da Lívia também, já estão bem “pequenininhos” porque vocês estão com sono. Vamos dormir, que o papai também está “morto” de cansado.

Pra quê ele foi falar essa palavra... A Mannu lembrou-se de outro assunto muuuuuuito importante que tinha ficado para depois do jantar também.

Mas, papai! Por falar em “morto”, eu não contei ainda do homem que eu conheço que morreu e depois “desmorreu”...

Ah é meu amor! Mas, acho que até isso vai ter que ficar para amanhã, viu? Papai e mamãe estão muito cansados agora e essa conversa não vai ser rápida, com certeza. Então, a gente deixa “marcada” essa conversa para amanhã, ok? Vamos tentar chegar um pouco mais cedo, certo?

Como estavam todos, caindo de sono mesmo, ninguém reclamou mais. Resolveram ir dormir e deixar o restante para o dia seguinte.
 

Foram cada um para o seu quarto e as duas para o “camping” interno, desta vez faltando a Camila. A Zezé levou as duas, depois que deram os beijinhos de boa noite, e arrumou as duas cada uma em seu colchão como vinham fazendo ultimamente.


A noite passou tranquila e o dia amanheceu como a Zezé gosta, cheio de sol. E lá vem ela acordar as meninas com seu bom humor de sempre. Foi abrindo as cortinas para o sol entrar e ajudá-la nessa tarefa.

Bom dia, bom dia!!! Olha só quem veio acordar vocês junto com a Zezé...

As meninas foram entrando neste mundo real aos poucos. A primeira a falar dessa vez foi a Mannu, ainda sem se mexer na cama respondeu a Zezé, meio aos “resmungos”.

huuummmm... bom... bom dia Zezé... Quem veio com você, a Camila?

Não, meu amor! É o seu amigo “luminoso”, o sol, lembra dele?

Claro Zezé... eu encontro ele todo dia... não dá pra esquecer assim...

Então, que bom né? Já pensou se a gente quase nunca visse o sol? Que tristeza que seria??!!

É verdade... disse a Lívia acordando também... Eu gosto muito do sol porque ele me dá alegria...

Eu também gosto disse a Mannu só não gosto quando a Zezé manda ele vir me dar beijo no rosto pra eu acordar e daí ele me dá beijo no olho e ele brilha muito, e eu quero dormir mais e ele não deixa...

KKKKKKKK! Tá certo “molenguinha”, vamos pular desse colchão tá? A Lívia já está em pé, olha só...


Ao ouvir que a Lívia já estava em pé, ela se animou, se espreguiçou demoradamente na cama e pulou pra fora do colchão. Foram as duas para o ritual da manhã no banheiro, com a ajuda da Zezé. Ah, se não fosse a Zezé!





Tomaram o café da manhã com os pais da Mannu e depois que eles saíram, foram direto para a casa da Camila, pois o combinado era fazer a tarefa lá naquela manhã. Chegando lá a Camila já estava prontinha esperando as amigas para estudarem. Foi uma alegria só, quando se viram, parecia que tinham ficado um ano longe uma da outra.

Oi gente!! Disse a Camila assim que abriu a porta com um sorrisão no rosto.


A mesma alegria veio do lado de fora da porta. As meninas estavam tão felizes que nem reclamavam mais de ter que fazer as tarefas todas. Foram direto para a salinha de estudo da casa da Camila e a tia Mel chamou a Mariluce para dar as coordenadas de como seria o almoço das meninas e tudo mais. Qualquer dúvida que tivessem na tarefa e que a Mari não soubesse ajudar era para ligarem para a Zezé.

Tudo arranjado a mãe da Camila foi correndo para o trabalho e as meninas para o estudo.

Tchau Mari, disse a mãe da Camila, já na porta Fique de olho naquelas três lá viu? Capriche no almocinho delas e logo mais me ligue para dizer se está tudo indo bem ok?

Ok D. Mel, pode ficar tranquila, elas se comportam direitinho, por incrível que pareça...

Enquanto isso, na sala de justiça... ooops! Na sala de estudo.


Fizeram logo a tarefa porque o plano era ver a mãe da Lívia antes da aula. Então não perderam tempo, só um pouquinho. Afinal, elas precisavam “combinar” um jeito de irem para o salão de beleza da mãe da Mannu para a Lu cortar o cabelo da Camila. E isso tinha que ser antes de sábado, pois elas tinham aquele compromisso muito importante com as outras quatro amigas. Aquele, de comer o bolo da Zezé com muito sorvete e depois escutar as histórias do “Livrão”.

Resolveram que iriam na sexta feira logo depois da aula, porque assim, já estariam prontas para o sábado.

Lembraram também que elas tinham uma “conversa marcada” naquela noite, quando o pai da Mannu chegasse, pois a Mannu tinha que contar pra ele a história do homem que morreu e depois “desmorreu”.

É claro que a Camila estava convidada para participar também, desde que a mamãe dela deixasse.

Quando terminaram a tarefa, a Mannu ligou para a Zezé perguntando se já podiam ir para o hospital, porque tinham que voltar logo para comer a comidinha gostosa que a Mariluce estava fazendo para elas.

A Zezé passou no apartamento da Camila e pegou as três meninas para irem ver a mãe da Lívia. Chegando lá, correram para o quarto e encontraram o Dr. André na porta, já saindo.


Bom dia Dr. Está tudo bem por aqui?

Bom dia D. Maria José! Bom dia meninas!! É... tudo bem sim, aliás tudo ótimo! Nunca vi uma recuperação dessas. Aliás, eu nunca vi “nada” igual ao que aconteceu com essa mulher. Podem entrar, só não demorem demais por favor ok meninas?

Não se preocupe Doutor, é só dizer um “oizinho” pra ela.

Entraram todas e a Lívia foi direto para a cama da mãe e se jogou para abraçá-la, nem sequer lembrou-se de tirar os chinelos. Que perigo!! Não pode Lívia!



Ela estava com uma aparência ótima. Não parecia mesmo que tinha chegado tão perto da morte. Ficaram um pouco com ela conversando e depois foram embora para almoçar porque o almoço da paciente também tinha chegado e ela estava com muita fome, graças a Deus!






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