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Manô

Oi, esta é a Mannu, você vai conhecer a história dela. Todos os dias você vai ler um pouquinho sobre a vida dela, basta entrar aqui depois das cinco horas da tarde, quando você tiver tempo livre ok?? Vou contar tudo o que acontece na vida dela e das pessoas com quem ela convive. Você vai gostar muito dela, ela vai ser sua amiga de todos os dias.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

ESSA CONVERSA SAI OU NÃO SAI?? - CAPÍTULO 51


Quando o Dr. Alvaro chegou, as meninas já tinham tomado banho e estavam prontas para o jantar. Foram logo para a mesa pois não podiam perder muito tempo, já que tinham uma conversa importante marcada para depois do jantar.

Durante o jantar o Dr.Alvaro falou sobre a mãe da Lívia; ele disse que, do jeito que ela estava se recuperando rápido e sem problemas, logo ela receberia alta e poderia ir para casa. A Lívia ficou muito feliz com isso.

Em seguida a Mannu lembrou uma coisa que amorteceu um pouco os ânimos das duas. Disse ela:

Isso é mesmo muito maravilhoso Lívia, mas quem vai cuidar da sua mãe quando vocês forem para a casa de vocês; porque você é muito pequena pra fazer isso, você não acha mamãe? E a D. Irene ainda não vai poder fazer muitas coisas porque ela está se “convascelendo” depois de uma grande cirurgia...

“Conva LES cendo”... arrumou a mãe, prontamente.

Isso... respondeu a Mannu, como sempre.

A Lívia não tinha pensado nisso ainda e ficou um pouco preocupada, mas logo veio uma resposta na cabeça dela.

Ah... acho que aquela mulher, sabe Mannu, a vizinha que falou com a Zezé quando nós fomos lá na minha casa e ela disse que viu o Seu Aurélio saindo com uma mala para a rodoviária, lembra?

Sei, eu me lembro!!

Pois é, acho que eu posso pedir para ela fazer comida pra nós porque eu não sei fazer, e depois, as outras coisas a gente vê como faz...

A Dra. Laura sugeriu que as meninas nem se preocupassem muito com aquilo naquele momento, pois haveria outras ideias, eles estavam pensando em alguma coisa que fosse possível e mais fácil.

Ok, disse a Mannu.

Como já tinham terminado o jantar ela tratou de lembrar o pai da promessa da noite anterior.

Papai, lembra que você disse que hoje você vinha mais cedo pra casa pra poder escutar a minha história do homem que “desmorreu”?

Huuummmm... lembro sim querida, mas assim, logo depois do jantar não será “indigesto” ouvir histórias de terror?

Mannu caiu na gargalhada com aquilo!


Papai!!! Essa não é uma história de “terror”... ela é uma história de A – MOR,  papai, entende?

Ah é? Bem...não entendo, mas talvez você possa me explicar não é mesmo? Vamos lá para o escritório da mamãe então? Tem aquele sofazinho gostoso lá...

Isso!! Vamos papai, pode né mamãe?

Claro meu amor!! Vamos todos pra lá então...

E foram, só que no caminho a Mannu teve uma ideia e não perdeu tempo.

Papai, podemos chamar a Zezé também? Ela sabe a história melhor do que eu, e daí, se eu tiver dúvidas, eu pergunto pra ela tá?

Dr.Alvaro e Dra. Laura ficaram meio pensativos com tudo isso, pois parecia uma história que ela levava muito a sério; a ponto de ela não querer ter dúvidas, e precisar da ajuda da Zezé para esclarecimentos.




É... o que você acha amor? Perguntou a mãe.

Por mim... tudo bem... a Zezé é parte da família mesmo, então ela pode muito bem participar do “momento historinhas”...

Ebaaaaaa! Eu vou chamar então...

Mannu correu até o quarto da Zezé e bateu na porta, chamando.

Zezé??!!!

Oi meu amor! Respondeu ela, lá de dentro... só um minutinho! Já vou abrir, estou terminando de me vestir.



Quando a Zezé abriu a porta, ela foi logo pegando a mão da Zezé e puxando para fora.


Não faz mal Zezé! O papai mesmo disse que você já é parte da nossa família, então, você pode muito bem ficar de pijama na nossa frente que não vai ter problema nenhum, tá? Zezé, hoje você está convidada para a “sessão história” com o papai e a mamãe, vamos...

Espera, meu amor! Espera, espera, espera... Que pressa é essa de me levar, de pijama e tudo, pra ouvir histórias que vocês sempre contam lá entre vocês, hein?

Bem Zezé... é que desta vez, sou eu que quero contar uma história pro papai e pra mamãe, e eles é que vão escutar, não sou eu, sabe? E como eu tenho medo de esquecer alguma parte, eu preciso de você lá pra me ajudar a lembrar, entende Zezé?


Então... essa é uma daquelas “nossas” histórias é?

Isso mesmo Zezé! Aquela bem linda, do “Grande Príncipe” que morreu e depois “desmorreu”...

A Zezé não sabia se chorava de medo, ou de emoção pela fé tão sincera da criança ou, se ela dizia que só ia colocar um roupão, ou coisa parecida, e,  que a Mannu fosse pra lá esperar por ela que, nesse ínterim, daria um jeito de “desaparecer” dali sem que ninguém visse.

Enfim... ela pensou um pouco mais, olhando para a carinha tão inocente e ansiosa da Mannu e decidiu enfrentar seu destino, fosse lá o que Deus quisesse.

Está certo meu anjo... Deixa a Zezé pegar um roupão pelo menos e nós já vamos tá?

Tá bom Zezé, bem depressa tá? Que eles estão esperando...

Lá foi a Zezé, pegar o roupão com o coração apertado e pensando: “Desta vez, perdi meu emprego... seja o que Deus quiser, o que eu não vou é deixar a Mannu sozinha logo agora...


Chegaram ao escritório e o Dr Alvaro, a esposa e a Lívia já estavam instalados, os dois no sofá maior e a Lívia na poltrona, esperando pelas duas. A Zezé olhou para eles e sentiu o estômago encolher...


A Mannu correu para o sofá, no meio dos pais, e a Zezé sentou-se, ressabiada, em uma das poltronas.

A Mannu logo começou a “liderar” a conversação, como de costume. Disse ela.

Eu vou começar, e quando eu tiver alguma dúvida, ou quando eu não me lembrar de algum pedacinho, você pode falar em cima do que eu tô falando pra corrigir, tá certo Zezé? Agora, não vai ser falta de educação, porque eu mesma estou pedindo pra você fazer isso, tá bom Zezé?

Tá certo, meu amor... disse a Zezé com a voz meio sumida.

E a Mannu, empolgada, começou:

Papai, e mamãe, vocês se lembram daquele sonho lindo que eu tive com um príncipe?

Claro, lembramos sim... respondeu o pai.

Pois então, eu contei o sonho também pra Zezé, claro, até antes de contar pra vocês, porque eu acordei muito “esfuziada” aquele dia, então eu tive que contar logo o sonho pra Zezé.

Ótimo, meu amor... e depois? Perguntou a mãe, querendo que a conversa se desenvolvesse logo.

Espera só um pouquinho... retrucou o pai, curioso “Esfuziada”?? O que é isso minha filha?

Ah papai, qualquer hora eu conto para o senhor bem certinho o que significa “esfuziada” tá? É uma palavra que eu mesma coloquei lá dentro do meu poço de palavras, não adianta você procurar no dicionário que você não vai achar...

 E assim, ela deixou claro que não era hora de fazer perguntas que não tivessem nada a ver com a história tão importante que ela estava para contar.

Como eu ia dizendo, papai, A Zezé também ficou sabendo do meu sonho aquele dia. E, quando eu contei pra ela, eu notei que ela ficou quase assustada quando eu disse que o nome do príncipe era “Emanuel”.

Ah é? Eu não me lembro de você ter contado o nome dele pra nós... Disse a mãe impressionada.


É... eu acho que não falei mesmo... não me lembro!

Que interessante não? Um nome parecido com o seu... Disse o pai.

Nesse instante, o telefone tocou, e a Zezé levantou-se, quase num pulo, aliviada por poder interromper a conversa, nem que fosse por pouco tempo.

Vamos esperar a Zezé, papai, senão ela vai perder a história, tá?

Logo a Zezé voltou chamando o Dr. Álvaro para atender porque a conversa era com ele.

Foi uma decepção para a Mannu que já ficou imaginando que era alguma emergência no hospital e o pai teria que sair correndo.

Ela concordou em esperar alguns minutos bem quietinha e paciente. Só que o tempo começou a passar e o papai não largava aquele telefone. A Mannu já começou a reclamar de novo.

E agora? A conversa estava demorando... Será que vamos ter que esperar até amanhã, outra vez??

É... acho que sim... só amanhã ouviremos a misteriosa história da Mannu... Ela já está quase impaciente... e nós também! Não podemos perder essa!


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