Ao final do dia, na saída da
escola, as meninas tentaram de novo se aproximar da Cássia, da Ju e da Duda, chamando
as três para sentarem juntas no banquinho enquanto esperavam os pais. Mas, cada
uma fugia de um jeito, sem responder nada, dando a entender, claramente, que não
estavam para conversa.
A Mannu foi ficando triste de
novo, pois ela gostava das amigas e não queria que nenhuma delas ficasse
chateada. Mas queria muito continuar amiga da Lívia também, pois estavam, as
duas, muito felizes por terem conseguido resolver as brigas de uma maneira tão
bonita como aconteceu.
A Camila e a Marianna tentavam
animar a Mannu e a Lívia que estavam meio apagadas com a história.
O pai da Marianna chegou primeiro
e ela se despediu das meninas. Logo em seguida apareceu a Zezé no portão. E as
meninas correram para lá.
―
Oi minhas crianças!! Como foi o dia? ― Perguntou a Zezé toda alegre e atenciosa.
A Mannu estava tão apagada que não
achou a alça da tampa do poço de palavras dela para abrir e então ficou quieta
e foi entrando no carro. A Camila respondeu por ela.
―
Ih Zezé... não deu nada certo sabe?
―
É mesmo, como assim? O que aconteceu? ― Perguntou a Zezé admirada.
Desta vez foi a Lívia que falou:
―
Acho que eu não posso ficar amiga da Mannu e da Camila porque a Cássia ficou
brava comigo... A Ju e a Duda também não gostaram nadinha e nem conversaram com
a Mannu.
―
Huummmm... ―
respondeu a Zezé, pensando em como remendar a situação.
― Não se preocupem! Entrem vocês também no carro e vamos para casa, amanhã vamos
resolver isso com certeza! Disse a Zezé super decidida! Como se já tivesse um
plano.
No carro foi um silêncio quase
total se não fosse pela Zezé cantando uma musiquinha para fazer de conta que o
dia estava muito lindo e normal. As meninas não conversavam e nem se moviam no
banco de trás.
Ao perceber que nem a musiquinha
mexeu com os ânimos das meninas, a Zezé falou:
―
Sabe turminha, eu já sei o que fazer para a Cássia e as outras voltarem a ter
paz com vocês todas.
―
É mesmo Zezé? ―
Disse, finalmente, uma Mannu menos apática, mais esperançosa.
―
É sim, eu já sei. Mas isso é uma conversa pra depois de um banho gostoso e de
um lanchinho especial que a Zezé fez pra vocês tá?
―
Eba! Disse a Mannu, tentando pegar carona na confiança e na animação da Zezé.
As outras também esboçaram um sorrizinho pensando no que seria a surpresa que a
Zezé tinha feito para o lanche.
A Camila, bem esperta, aproveitou
uma ideia para descobrir o que era que a Zezé tinha aprontado, disse ela:
―
Pois é Zezé, mas eu vou ter que pedir pra minha mãe pra provar o teu lanchinho
porque eu já dormi lá essa noite e ela não vai querer que eu vá, de novo,
jantar e dormir lá, aposto! Talvez se eu puder dizer pra ela o que é que você
fez de especial pra nós...
―
Ah aha ah! Já entendi... Não se preocupe Camila, vou falar com ela pra você ir
jantar e dormir mais essa noite lá com
as meninas ok?
Isso finalmente arrancou um EEBAAA
mais vigoroso lá do banco de trás. As três se uniram para gritar a interjeição
preferida delas.
Chegando lá foram direto para o
apartamento da Camila para falar com a mãe dela. Ao abrir a porta a mãe da
Camila já mais ou menos adivinhava o que elas iam pedir. Disse “oi” com cara de
riso para elas e esperou que elas se manifestassem.
― Oi
Dona Melissa! Tudo bem? Perguntou a Zezé.
― Tudo
ótimo Zezé! Oi meu amorzinho! ― Disse
ela abraçando a filha. ― Como
foi a noite de vocês?
―
Oi, mamãe!! Foi ótima também! Mas, sabia que eu já fiquei com saudade de você? ― Disse a Camila.
―
É mesmo? Mas você foi ontem pra lá só...
―
Pois é, mas já fiquei com saudade... repetiu ela.
Enquanto isso, a Mannu se
preparava e já ia ficando ansiosa pra atacar com a segunda parte.
―
Pois é tia... foi tão bom!! Que... eu queria dizer uma coisa pra senhora.
― É
que...bom... hoje não foi um dia muito gostoso como ontem, sabe? Então, nós ficamos
pensando se não seria melhor a Camila dormir hoje de novo lá na minha casa,
então, a noite podia ficar melhor do que o dia que não foi nada legal... e a
gente podia fazer tarefa juntas, nós três.
―
É, foi um longo dia, com a visita no hospital que já foi bem estressante pra
elas e além de tudo ainda enfrentaram a fúria das outras amigas que não
entenderam a amizade “súbita” com a Lívia hoje, Dona Melissa... ― Disse a Zezé para reforçar a
grande “necessidade” de conseguirem passar a limpo aquele dia juntas mais uma
vez.
―
Ah sim! Então foi uma luta das grandes né? Só uma coisa Zezé, me chame de
Melissa tá? Ou até Mel... Não precisa me chamar de “Dona”... Senão me sinto
meio esquisita... rsrsrs!
―
Tá certo Dona Melis... aliás Melissa... Se a senhora me permite...
―
Claro! Sem problemas...
Nem precisa dizer qual foi a
reação né? Tanto da Lívia quanto da Mannu, só faltou a Zezé, mas acho que logo
ela entra nessa também... De tanto ouvir...
― Só
uma coisinha... Disse a mãe da Camila. ― Ela toma o banhinho aqui, e depois vai, porque assim, eu
curto ela um pouquinho também e a bagunça lá pra Zezé diminui tá meninas?
―
Tá bom!!! Você é quem manda... arrematou a Zezé e em seguida a Mannu fez o discurso final.
―
Tia Mel!! Muito obrigada, porque a senhora não sabe, mas vai ser muito legal, muito
mesmo, porque a Zezé fez um lanche gostoso pra nós que ela nem contou ainda o
que é!! Huuuummmm! Tudo o que a Zezé faz é uma delícia!!
Voltou a alegria da Mannu, ela deu
um beijo na mãe da Camila e foi saindo com a Lívia e a Zezé. De dentro do
elevador ainda dava tchauzinho e mandava beijinho pra mãe da Camila, de tão
feliz que ela ficou. Assim como ela perdia alegria fácil, também facilmente recuperava. Ela é mesmo uma criança maravilhosa, e que não consegue ficar triste por muito tempo.










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