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Manô

Oi, esta é a Mannu, você vai conhecer a história dela. Todos os dias você vai ler um pouquinho sobre a vida dela, basta entrar aqui depois das cinco horas da tarde, quando você tiver tempo livre ok?? Vou contar tudo o que acontece na vida dela e das pessoas com quem ela convive. Você vai gostar muito dela, ela vai ser sua amiga de todos os dias.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

NO HOSPITAL - CAPÍTULO 29


Ao chegarem ao hospital, o padrasto da Lívia pagou logo o táxi e pegou a menina pela mão puxando-a pelos corredores até à enfermaria onde havia vários leitos com pessoas internadas com diversas doenças.

A mãe da  menina estava em um leito no canto encostado à parede e parecia uma pessoa de cera, tão branco estava o seu rosto. Havia duas enfermeiras e um médico ao lado dela tentando trocar um soro, pois ela se movimentava demais, agitando a cabeça de um lado para o outro. Parecia estar sentindo dores muito fortes na cabeça.


 O médico olhou para os dois chegando e perguntou:

O senhor é parente?

Marido respondeu o homem.

E a menina?

É filha dela...

Só dela? O senhor não é o pai?

Não, num sô não sinhô...

Bem, talvez seja melhor ela esperar um pouquinho na salinha ali ao lado, pois ela não vai poder falar com a mãe agora porque ela está muito agitada. E não é bom a criança ver isso.

Sim sinhô... Vamo lá Lívia, anda menina!

Mas eu quero ficar com ela... disse a menina entre assustada e penalizada pelo estado da mãe, que mal conseguira enxergar, pois estava encolhida atrás do padrasto e a mulher  rodeada por aquelas pessoas todas.

ARAAAA... ia já esbravejando o homem, quando o médico interrompeu prontamente.

Olha, minha filha, você deve esperar um pouco ali, certo querida? Só até que a gente consiga estabilizar a sua mãe, tá bom? Depois você vai poder falar com ela, eu prometo. Vá com o seu padrasto, vá...

Ela foi, segurando o choro de novo, e olhando para trás para onde os três cercavam o leito onde a mãe estava, tentando até impedir que a menina tivesse uma visão nítida do estado em que a mãe estava.

A salinha tinha poucas pessoas e os dois sentaram-se em duas cadeiras no fundo, de onde não se poderia ver o leito da mulher. O homem, quieto,  sem saber como tratar a menina que não parava de soluçar baixinho, tentando conter o choro.


Não demorou muito e uma das enfermeiras que estavam ajudando o médico surgiu na frente dos dois dizendo:

Sr... Como é mesmo o nome do senhor?

É Aurélio, Dona... Aurélio.

Nossa! Tem certeza?...




Certo, Seu Aurélio, o médico quer falar com o senhor um pouco ok?

Ele foi saindo rapidamente e a mesma coisa tentou fazer a Lívia, só que a enfermeira segurou a menina pelo braço e sentou-se ao lado dela conversando.

Querida, não adianta você ir junto agora, porque a sua mãe está sedada, e não vai nem abrir o olho pra ver você certo? Mas, logo, logo você poderá falar com ela tá? Eu vou ficar um pouco aqui com você, até o seu padrasto voltar.

A menina sentou-se de novo e continuou fungando com o choro embutido. A enfermeira  tirou do bolso do seu jaleco alguns lenços de papel e deu para ela.

Tome, assoe o narizinho, você está precisando né?

Ela pegou sem levantar a cabeça e aos poucos foi se acalmando até tomar coragem e perguntar;

Moça, a minha mãe vai morrer?

Não, filha, é muito cedo pra você pensar assim. Eles vão ainda levar a sua mãe para fazer novos exames só para confirmar se o médico está certo na suspeita que ele tem sobre o caso dela. Depois, eles vão decidir qual é o melhor tratamento, e se Deus quiser, logo ela estará bem, viu? Aí você vai poder falar com ela, mas acho que ainda vai demorar um pouco... Talvez só amanhã...

Neste momento o padrasto voltou e a enfermeira se despediu da menina fazendo um carinho na sua cabeça.


O que foi que o médico falou? Perguntou ela, muito ansiosa, mas sem sequer olhar para o homem.

Bão, ele disse que vão fazê otros inzame nela e só dispois é que vão resorvê o quê fazê de verdade. Num sei cumé que são tão inrolado desse jeito! Povim que num sabe trabaiá...

A menina nem respondeu, apenas ficou olhando para o chão e pensando:




Enquanto isso, no carro de volta para casa, a Mannu e a Camila puseram a Zezé a par de toda situação da Lívia. E a Mannu não parava de falar:

Eu sei que se o meu pai cuidasse dela, ela ia sarar, eu sei...

Mas, meu amor, você nem sabe se é alguma coisa na area do seu pai...

Como assim Zezé?

Bom, o seu pai é neurocirurgião, e qual é o problema que a mãe da Lívia tem, você sabe?

Ah... eu não sei Zezé...

Estavam perto já de casa quando a Mannu resolveu pedir uma coisa muito inesperada para a Zezé.

Zezé, leva a gente lá no hospital que a mãe da Lívia está? Leva Zezé??

Meu amor! Agora?? Eu não sei... precisaríamos falar com a sua mãe...

Então fala com ela Zezé, mas a gente precisa ir lá e saber o que é que a mãe da Lívia tem... quem sabe o papai pode ajudar...

Ai, ai ,ai !!! Isso não vai ser fácil Mannu, as coisas são complicadas nesses casos...

Não Zezé, não são não! É só a gente falar com o papai, e depois, se o papai não puder resolver a gente fala com o “outro” Papai, entendeu Zezé?

Agora a Zezé estava enrascada, afinal, acredita ou não Zezé? A Mannu acredita e foi você mesma que ensinou, então...


A Zezé foi obrigada a parar em um canto e ligar para a mãe da Mannu. Explicou toda a situação, e para sua surpresa, a Dra. Laura incentivou a ida das meninas ao hospital.

Zezé, isso é ótimo! Pode ser a maneira de quebrarem o gelo e começarem uma amizade, leve sim, só fale também com a mãe da Camila primeiro, ok??

Certo Doutora! Então vamos lá...

E aí Zezé, ela deixou?? perguntaram as duas ansiosas.

Deixou meninas, só que preciso falar também com a mãe da Camila, ok?

EEEEBAAAA!! Foi o coro das duas...

A minha mãe vai deixar sim Zezé, tenho certeza!! Ligue logo, você tem o número dela né?

Tenho sim querida, vou ligar agora.

Zezé falou com a mãe da Camila e, como ela disse, a mãe deixou de imediato.

Assim, a Zezé tomou outro rumo e foram para o hospital para uma visita inesperada para a Lívia e com resultados que só Deus sabe... Não perca o capítulo de amanhã.





Um comentário:

  1. Eu comecei a ler atrasada, né? Mas foram duas sentadas e já estou em dia e esperando o próximo capítulo... Porque já vi desde o início que não é só para criança não. Parabéns, Tia Isa!
    Bjos, Dilza

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