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Manô

Oi, esta é a Mannu, você vai conhecer a história dela. Todos os dias você vai ler um pouquinho sobre a vida dela, basta entrar aqui depois das cinco horas da tarde, quando você tiver tempo livre ok?? Vou contar tudo o que acontece na vida dela e das pessoas com quem ela convive. Você vai gostar muito dela, ela vai ser sua amiga de todos os dias.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

UM DIA DIFERENTE - CAPÍTULO 17



Logo cedo, a Zezé estava sentada na cama da Mannu tentando acordar a menina que parecia mergulhada num sono mais profundo do que o de sempre.

Aos poucos ela foi se espreguiçando e abrindo devagar os olhos e desta vez nem reclamou da cortina que a Zezé já tinha aberto. O sol estava radiante de novo.

Acorda menina dorminhoca... eu já chamei umas três vezes, o sol também já chamou, e a mamãe e o papai já estão esperando.

Huuuuuuuummm... Oi Zezé... que sono...

Já escolhi sua roupinha pra agora, vá se mexendo tá?

De repente, a menina senta-se na cama falando atropeladamente.

Zezé, você não sabe... o que eu vi de noite... quer dizer, o que eu sonhei, e o que eu escutei também... e eu queria ver mais mas não vi, e também não ouvi... que pena!! Eu queria tanto...

Ôpaaaa... de novo... disparou a metralhadora. Calminha!!! Vamos lá, por partes; comece tudo de novo e devagar. Primeiro: Você sonhou o quê?

É que... eu preciso lembrar o começo do que eu vi...



Você viu, ou sonhou?

Eu vi dentro do meu sonho que estava passando na minha cabeça.

Ah sei... e então, viu o quê?

Eu vi uma nuvem grande e muito linda! Ela era cheia de estrelinhas e tinha um cheirinho tão gostoso... sabe, como roupa limpinha e perfumada?

Sei, e o que mais?

Dentro da nuvem tinha uma luz muito bonita e uma pessoa no meio da luz bonita que ficou falando comigo... A nuvem era azul clarinha e ficava flutuando no meu quarto e depois foi pra um céu com um pedaço de azul e de preto como se estivesse de noite, mas com estrelas... e eu também fui ali...

Como é??  E depois?

Depois eu escutei ele falando comigo...

Tá, ele, quem?

O Grande Príncipe... do meio da nuvem...

Ah é? Então você sonhou com um príncipe? Que bonito... e o que foi que ele te falou?

Ele me disse o nome dele...

É?... Tome essa toalha aqui e vá enxugando o rostinho... Vou pegar a roupinha ali na cama...

Zezé voltou com a roupa e também com um vidrinho de perfume que a Mannu gostava muito. Espirrou um jatinho leve na direção da menina e perguntou:

Era esse o cheirinho da sua nuvem?

Huuummm! Que delícia! Era bem parecido Zezé...

Tá... e como era o nome do seu príncipe?

Era Emanuel... quase igual o meu... e eu nem sabia que o meu nome também “servia” em menino, quer dizer; homem, porque ele era grande já...

Zezé ficou espantada. Olhava para a menina sem saber se ela mesma não estava dormindo ainda e sonhando com essa conversa toda com a Mannu.


Mannu, como é o nome que você falou?

Emanuel Zezé... foi ele mesmo que disse...

Zezé sabia que a Mannu não inventava histórias. E também sabia que o nome Emanuel não era comum e nem comentado na casa, só o dela, Emannuele, mas que vivia meio esquecido pois todos a chamavam só de Mannu.

Meu amor, você tem certeza? É esse mesmo o nome que o... “Príncipe” disse?

Claro Zezé! Eu até gostei porque era parecido com o meu... Ah... e eu falei pra ele que ele podia ser meu irmão, já que o nome dele ela parecido com o meu. E sabe o que foi que ele respondeu?

Zezé ficou até pensando se devia ouvir a resposta, mas resmungou algo pra Mannu que continuou falando empolgadamente!


Ele disse que era mesmo o meu irmão, o meu irmão mais velho...

Nesse momento a Zezé sentou-se na cama e ficou olhando 
fixamente para a Mannu sem saber bem o que dizer para a menina que ficou olhando também sem entender o espanto da Zezé.


 

O que foi Zezé? Por que você está me olhando assim?

Zezé saiu do estado de choque momentâneo e disse:

Nada meu amor, vamos terminar de vestir essa roupinha para tomar café da manhã com a mamãe e o papai, eles estão esperando.

Tá Zezé... mas não é bonito o meu sonho? Eu gostei muito e queria que o sonho continuasse... mas não continuou.

Sim... um sonho muito lindo... depois falamos mais disso...

A Zezé ia vestindo a menina e respondendo meio automaticamente, pensando em como explicaria a profundidade daquele sonho para a Mannu.

O café da manhã, foi o mais animado de todos nos últimos dias e a Mannu não estava mais lembrando que na noite anterior queria contar para os pais que as meninas tinham virado suas “inimigas perpétuas”. Ela só lembrava do sonho. Contou tudo de novo para os pais enquanto falava e comia aos poucos.

Mamãe, não foi lindo o meu sonho?

Foi demais meu amor... E o príncipe era bonito?

Ele era lindo mamãe!

Claro senão não seria seu irmão mais velho né?

O pai escutava e ria da história. Sempre brincando de imitar o que a filha falava e apressando a Mannu para comer mais e falar menos. Logo que terminaram o café da manhã, despediram-se da filha como sempre e saíram, para o alívio da Zezé, que não via a hora de ficar sozinha de novo com a Mannu para conversarem sobre o sonho.




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