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Manô

Oi, esta é a Mannu, você vai conhecer a história dela. Todos os dias você vai ler um pouquinho sobre a vida dela, basta entrar aqui depois das cinco horas da tarde, quando você tiver tempo livre ok?? Vou contar tudo o que acontece na vida dela e das pessoas com quem ela convive. Você vai gostar muito dela, ela vai ser sua amiga de todos os dias.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O DIA SEGUINTE - CAPÍTULO 25


Quando a Mannu acordou, a Zezé estava começando a abrir a cortina para o sol entrar. Ela se espreguiçou demoradamente na cama enquanto a Zezé jogava palavras de ânimo para ela se levantar rapidamente.

Bom dia, bom dia, bom dia!!!! Olha que sol mais lindo de novo!! Esse vai ser um dia especial também, tenho certeza!!



Huuummmm... bom dia Zezé!! Balbuciou a sonolenta Mannu ainda meio entorpecida.

Vamos pular dessa cama menininha? Tem um papai e uma mamãe com saudades de você lá na copa esperando para o café da manhã.

 Mannu deu um sorrisinho e saiu da cama rápido, lembrando que tinha muitas novidades para contar para os pais, estava ansiosa para fazer isso. Correu para o banheiro e o ritual foi bem mais rápido neste dia. Em poucos minutos já estava vestida e pronta para ir encontrar os pais que a receberam cheios de alegria, pois só tinham visto uma Mannu “apagada” num sono gostoso na noite anterior quando chegaram.


 Depois de um abraço gostoso do papai e outro da mamãe, foram direto para a mesa com uma Mannu falante até demais, cheia de coisas novas para contar e com um sorriso muito feliz. Coisas que eles gostavam muito de ver, embora nesses dias, fazer a Mannu comer era uma tarefa das mais complicadas. A empolgação não tirava a sua fome, pelo contrário, aumentava, mas, ela tinha que usar a mesma ferramenta para falar e para comer, e aí a coisa ficava bem difícil.

Meu amor, dizia o papai, vendo que a comida não “diminuía” no pratinho Use um pouquinho a sua boca para comer agora, tá? Depois você empresta ela de novo para o seu poço de palavras, certo?

A mãe se divertia com a conversa dos dois, mas também incentivava a filha, senão ninguém sairia da mesa a tempo de trabalhar naquele dia.

Isso mesmo filhinha, se você só falar, não vai sobrar tempo para comer.

A menina tentava comer mais de dois bocados antes de recomeçar a “narrativa” do dia anterior, mas era praticamente impossível. Mal colocava a comida na boca e já misturava as palavras junto com tudo.

Mannu!! Assim não filha! Mastigar e falar são duas coisas que não se dão muito bem. A mamãe já te ensinou, não vai funcionar... Dizia a mãe, querendo manter as boas maneiras da criança, mas com vontade de rir daquela carinha ansiosa tentando “manejar” o alimento e as palavras de uma vez só.

Mas mamãe, você não vê que isso é “descrível” demais!!

“Descrível”?? Você quer dizer “incrível” né?

É mamãe, uma coisa que não dá pra acreditar, entende?


Entendo sim, então é INCRÍVEL mesmo tá?

Tá mamãe, “in crí vel”!

Essa sua nova amiguinha vai ser como sua irmã então, não é isso?

É mamãe, bem como eu pedi para o Pa... para Deus...

Ela ainda não tinha comentado nada com o papai sobre essa história de ter dois “Papais”,um aqui neste mundo e outro lá no céu, então evitou usar o termo na frente do pai, temendo que ele ficasse com ciúmes.

Quando a Dra. Laura escutou essa afirmação da Mannu, ela olhou disfarçadamente para os lados procurando pela Zezé, que estava lá na cozinha, longe do seu alcance.

Você anda pedindo coisas para Deus agora filha? Perguntou o papai, impressionado.

É papai, eu andei falando com Ele sobre uns assuntos que Ele já resolveu sabia? Faltam alguns ainda...

  
Ah é? E como é que você fala com... Deus? Perguntou o pai estranhando aquele assunto que nunca era abordado em casa.

Eu falo com Ele orando papai... você não sabe orar?

A Dra. Laura apressou-se em esclarecer um pouco a situação e amenizar o constrangimento do marido que olhava espantado e sem graça para as duas.

É... Sabe o que é amor? A Zezé ensinou umas orações para ela quando ela estava com aquele problema para ir para a escola, lembra? Com dor de estômago, etc...

É papai! E funcionou sabia? Eu nem sinto mais dor de estômago. E sabia também que eu não tenho mais medo e nem raiva das minhas “inimigas” que logo, logo mesmo, vão virar minhas amigas?

Ah é? Respondeu o pai “estupefato”, no verdadeiro sentido da palavra.

Pois é, e agora que eu tenho essa nova amiga, elas nem vão mais querer brigar comigo...

E por que você pensa isso?

Ah papai, não sei... mas eu sinto assim...

Humm... respondeu o médico desconcertado.

Certo filhinha, agora termine seu pratinho ok? Nós temos que sair logo. Disse a mãe.

Tá mamãe, mas você não pode sair sem me dizer se eu posso ir fazer tarefa na casa da Camila.

Você falou que ela está morando aqui no andar de baixo não é?

Isso mamãe, é bem pertinho...

KKKKKK! Eu sei que é bem pertinho meu docinho...

Então mamãe, posso??? Posso papai?

O marido olhou direto para a esposa passando a incumbência da decisão para ela.

Bem, meu amor, você vai, mas eu quero que a Zezé vá junto e converse com a mãe da Camila ok? Só pra ela não pensar que você vai “se mudar” pra lá, e nunca mais sair da casa dela, tá bom?


A Zezé veio da cozinha para confirmar se a euforia da Mannu era o que estava passando na cabeça dela também. Assim que ela apareceu a Mannu foi logo gritando:

Zezé! Eles já deixaram!!!!! E eu nem precisei pedir pra você me ajudar viu?

A risada foi geral, tanto pela alegria da menina como pela criatividade daquela pessoinha que estava se sentindo o máximo por ter conseguido algo sem a intervenção da Zezé.


A menina abraçou os pais, feliz da vida, enquanto eles também se despediam para irem para o hospital. Mal eles saíram e a Mannu já foi pedindo para a Zezé ajudá-la a pegar os materiais e um boné para ela poder ir ver a sua amiga, no apartamento do andar de baixo.

A Zezé ajudou a juntar os materiais e convenceu a Mannu que o boné não era necessário. Zezé foi junto, como a Dra. Laura tinha pedido pouco antes de fechar a porta.

Chegando lá, conheceram a mamãe da Camila que era uma pessoa tão doce que lembrava um favo de “mel”. Ela também tinha cabelos “cor de campos de trigo” e era muito, muito parecida com a filha. Conversaram um pouco sobre as duas meninas e a alegria que elas sentiram quando descobriram que eram vizinhas.


A mamãe da Camila apresentou a sua ajudante também, para que a Zezé já soubesse que as duas estariam bem acompanhadas ali, porque ela teria que ir para o trabalho. Também já combinaram que seria um dia na casa da Camila e o outro na casa da Mannu, para não pesar muito para nenhum dos lados.

 E assim começou um dos muitos dias especiais da Mannu com a sua nova amiga /irmã e companheira de tarefas escolares também. As duas estavam muito alegres, e antes de qualquer coisa a Camila foi mostrar onde era o seu quarto.





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