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Manô

Oi, esta é a Mannu, você vai conhecer a história dela. Todos os dias você vai ler um pouquinho sobre a vida dela, basta entrar aqui depois das cinco horas da tarde, quando você tiver tempo livre ok?? Vou contar tudo o que acontece na vida dela e das pessoas com quem ela convive. Você vai gostar muito dela, ela vai ser sua amiga de todos os dias.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

A TARDE DA MANNU - CAPÍTULO 12


Quando as duas saíram do escritório, encontraram a Mannu e o pai na sala conversando animadamente. Mannu parecia empolgada com uma ideia que o pai havia lhe dado.

Que bom papai, e quando eu posso fazer isso?

Veja com a mamãe, um sábado qualquer que vocês possam aproveitar bastante.

Ai, eu amei essa ideia papai!!

Mamãe, quando eu posso convidar as minhas inimigas para virem aqui e virarem minhas amigas?

As duas, Zezé e a patroa, arregalaram os olhos sem saber bem o que dizer e também com vontade de rir da maneira como a menina comunicou a situação.


 Para quebrar o “choque”, o papai disse:

Veja com a Zezé quando ela pode fazer aquele bolo que você gosta e outras coisinhas deliciosas que só a Zezé sabe fazer, não é mesmo Zezé?Disse ele quase implorando a ajuda da babá.

Eeer... lógico! Basta a Doutora me autorizar, não é Doutora?

Hã... Mas é claro! Se você acha que isso vai funcionar filhinha, pode chamar hoje mesmo para as duas virem  sábado que vem, ok?

Zezé chamou a menina para irem rapidamente trocar a roupa para a escola, pois já estavam quase atrasadas. Ela foi correndo, eufórica com a ideia de convidar as “inimigas” para um lanche no sábado seguinte.

Enquanto isso, a Dra. Laura e o Dr. Alvaro saíam, apressados, para o trabalho, comentando o assunto:

Mas, amor disse a Dra. Laura você acha que isso realmente vai funcionar?

Querida, não tenho a mínima ideia... mas, foi o que me surgiu na cabeça para evitar complicações... o velho ditado: “Não pode com eles, junte-se a eles”.

Hummm... Não sei não...

E você? Resolveu teu assunto com a Zezé? De que se tratava afinal?

É... resolvi sim, eram coisas da casa, só isso... Também alguns cuidados que eu quero que ela tome com as coisas da Mannu, sabe?

A mulher evitou a conversa porque sabia muito bem que não haveria tempo e muito menos disposição da parte dele, ou melhor, da parte de ambos, para aquele tipo de assunto. Pelo menos, não naquele momento.

Na Escola, assim que chegou, Mannu já começou a procurar pelas “inimigas”. Porém, como chegaram em cima da hora da aula, não deu tempo de conversa nenhuma, pois a professora já estava começando a primeira atividade da tarde.

Mannu sentou-se, encorajada pela ideia de que o convite seria uma surpresa muito grande para as duas. A professora estava explicando o que seria a primeira coisa que fariam para chegarem ao ponto que ela gostaria de atingir naquele dia. As crianças estavam todas animadas com a atividade que a professora estava propondo. Porém, Mannu viajava mentalmente pelo sábado programado com os pais e a Zezé. A Professora, sem perceber a distração da menina, perguntou:

Mannu, o que você acha dessa ideia que tivemos? Você gostaria de começar?

A menina ficou muda e tentou dizer algo sem ter a mínima ideia do assunto.

Professora, eu... é... acho que não quero começar nada não, porque não entendi muito bem...

No mesmo instante, a Lívia (inimiga n°1) falou para todos ouvirem.

Tá vendo, é por isso que eu digo que ela é uma “barata sonsa”!!

Pouca gente riu, somente ela, a Cássia e mais um menino, que sempre andava com as duas. Mas isso foi o suficiente para a Mannu voltar a sentir o “friozinho” no estômago.

A Professora interferiu corrigindo a Lívia, mas o estrago já tinha acontecido. Mannu baixou a cabeça num esforço para esconder o “beicinho”. De repente, ela lembrou-se do que a Zezé tinha ensinado para ela responder, em caso de “ofensa” das duas.


Tomou coragem e virou-se para a Lívia dizendo bem alto:

Merci, ma chérie!!

De imediato acabou-se o burburinho que continuava depois do riso da Lívia, da Cássia e do Adriano, o menino que andava sempre com as duas porque vinham juntos para a Escola.

Todos olharam espantados para a Mannu, pois ela nunca respondia, nem baixo nem alto. E a pergunta geral foi um sonoro; O QUÊ????? QUE FOI QUE ELA DISSE?

Ninguém tinha entendido nada e para não ficar sem nada para falar a Lívia retrucou:

Viu Professora? Ela também fica me xingando, o tempo todo!

A professora acalmou o burburinho da sala e depois explicou:

Lívia, ela não está xingando você, pelo contrário, ela te chamou de “ minha querida”. É claro, que depende também de “como” você fala isso para ser uma ofensa ou não, não é verdade Mannu? De qualquer forma, nada do que ela disse é uma coisa feia.

Mannu não respondeu, até porque, ela nem sabia o que aquilo significava também, pois a Zezé não tinha contado para ela no dia em que ensinou as palavras e depois esqueceu de dizer, assim como ela esqueceu de perguntar, ficou apenas repetindo a frase automaticamente até memorizar.

A Professora continuou explicando: O que ela disse foi: “Obrigada, minha querida...” só que na língua francesa.

 Dizendo isso a professora olhou para a Mannu e perguntou:

Quem te ensinou isso Mannu, a mamãe?

Não, foi a Zezé...

A professora parou um pouco sem acreditar muito, mas não disse nada, apenas pensou...


Enfim disse ela Vamos continuar nossa aula então, a Lívia pode ficar tranquila que a Mannu não xingou ninguém, e você deveria pedir desculpas para a Mannu por falar estas coisas feias pra ela, Lívia. Isso não é legal, sabe?

A Lívia, meio sem graça pelo fato de não entender o que a Mannu tinha dito e também por ter sido chamada de “minha querida” pela menina, disse meio sem jeito:

Eu é que não!

Pois você mesma é que sim, já percebi que é você quem vive criando confusão com a Mannu, Lívia, isso não fica bem pra você, aliás isso não é bonito pra ninguém. Estamos todos aqui para aprendermos juntos e só vamos conseguir aprender se formos todos amigos, para podermos ajudar uns aos outros, concorda Lívia?

A menina respondeu atravessadamente:

Ah Professora, tá bom, tá bom, tá bom... Depois tá? Depois...

Para encerrar a coisa que já se prolongava demais, a professora retomou as atividades, ignorando a reação da Lívia que continuou resmungando alguma coisa com a  Cássia.

A Mannu continuou quietinha sem olhar para as duas, mas no fundo, estava satisfeita com o resultado que a frase provocou. Todos se espantaram e a Lívia ficou muito sem graça. Então, a Mannu começou a pensar:

Huuummm... Então isso que a Zezé me ensinou é Francês, não é um palavrão mesmo... Como é que ela nunca me falou que ela sabe Francês!!

A Professora chamou a Mannu para participar da atividade, então, ela deixou os pensamentos de lado e foi se juntar aos outros. Mas, ela ainda não tinha desistido de chamar as “inimigas” para o lanche. Só não estava mais tão empolgada como no início. Até a hora do lanche ela teria que esperar e decidir se chamava as duas ainda ou não...




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