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Manô

Oi, esta é a Mannu, você vai conhecer a história dela. Todos os dias você vai ler um pouquinho sobre a vida dela, basta entrar aqui depois das cinco horas da tarde, quando você tiver tempo livre ok?? Vou contar tudo o que acontece na vida dela e das pessoas com quem ela convive. Você vai gostar muito dela, ela vai ser sua amiga de todos os dias.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

QUE PARAÍSO É ESSE AFINAL? - CAPÍTULO 94


Ao mesmo tempo em que ela sentia toda aquela sensação única, maravilhosa, que ela jamais tinha experimentado durante a sua vida na Terra, não sabia por que, mas... um ponto de interrogação ainda estava escondido dentro dela. Será que estava escondido mesmo?... Ali?


Achou mais sábio nem pensar que poderia esconder qualquer sentimento ali, já sabia que seria impossível mesmo... Talvez Ele pudesse até explicar o que ela estava sentindo, então perguntou:

Senhor Jesus... Emanuel... repetiu, numa tentativa de se sentir mais próxima ainda.

Sim querida...

O Senhor já sabe o que eu estou querendo perguntar agora não é mesmo?

Sei sim... mas quero que você faça a pergunta assim mesmo, é importante para você aprender a se expressar diante de Deus. Isso é  o que buscamos na oração; o diálogo, a comunicação, gostamos de conversar.
 
Então... pois é Senhor Jesus... Eu sinto tanta paz aqui! Mas... ao mesmo tempo ainda não consegui me livrar de uma coisa dentro de mim que me parece... medo... incerteza... não sei direito...

Sim querida... você ainda tem sensações humanas dentro de você. Lembra-se que Eu disse que tenho outros planos pra você?

Lembro-me bem... e eu acho que é justamente isso que me dá essa sensação de insegurança e medo.


Minha querida Laura, na realidade, o que te dá essa sensação é o fato de você ainda se lembrar que durante a sua vida na Terra, você passou a maior parte do tempo sem me buscar e até mesmo sem acreditar em Mim. Você agora sabe qual o destino de quem não crê, pois aqui as coisas se tornam muito claras, independente da sua vontade.

Sim... Mestre... é isso mesmo. Eu tenho muito medo de não poder ficar aqui com o Senhor, por causa disso... e ter que ir pro outro lugar... que eu nem sei onde fica, mas agora sinto que existe...

Desviou os olhos do rosto amoroso à sua frente e sentiu que ainda precisava chorar...



Jesus se aproximou e falou com muita calma e com a autoridade de quem conhece todas as coisas.

Laura... ouça bem o que Eu vou dizer: Você está em dúvida se em algum momento da sua vida você sentiu algo que possa ser considerado “fé”. Seu medo vem daí; você não tem certeza se poderá ser aceita no céu, porque agora você está consciente de que a entrada aqui se dá apenas pela fé no sacrifício que Eu fiz pela humanidade. Morri naquela cruz para justificar os erros e expiar o estado de pecado que invadiu a vida de todos vocês quando o primeiro ser humano escolheu obedecer o lado oposto ao do Meu Pai.

É, Senhor... eu acho que é isso mesmo o que eu estou sentindo... Agora que eu sei que tudo é verdade, tenho medo de não ter sentido fé de verdade... no momento em que era pra eu sentir... que era pra eu exercitar a fé... na Terra...

Pois bem Laura, eu conheço todos os teus sentimentos e pensamentos, não só agora, mas quando você estava no seu mundo também. E se há uma coisa que só Eu posso te garantir, porque só Eu tenho acesso à verdade total dentro do coração dos seres humanos, é justamente isso: se você algum dia acreditou na minha existência, ou não... e você creu sim. No exato momento em que você viu aquela peça de Natal ao lado da sua avó quando você era criança. Você creu como toda criança, com inocência e sinceridade, tanto que você queria ser “anjo” na próxima representação do Natal que houvesse  na Igreja da sua avó. Você ficou verdadeiramente empolgada com aquilo!

Ela olhou para Ele de novo rindo e com lágrimas rolando à vontade pelo rosto.


Ela sentiu tanto alívio por saber que Ele conhecia o seu coração melhor do que ela mesma; nem ela tinha certeza se o que sentia era fé ou não, mas Ele sabia... Ali estava Alguém que conhecia todos os sentimentos e a veracidade ou a falsidade de cada um deles. Não discutiria jamais com o Dono da Verdade... aliás... a Zezé costumava dizer que Ele ERA a verdade personificada; só agora ela entendia isso. Imediatamente, saltou mais um daqueles tantos versículos que a Zezé vivia incutindo na mente dela, a toda hora, provocando até irritação na sua cabeça tão realista e objetiva.


Nesse instante, sem que ela mencionasse nada do que estava passando pela sua lembrança; como se fosse para confirmar que Ele tinha ciência de todos os pensamentos dela, o Mestre falou:

E a Zezé estava certa, Laura, não era chatice dela não... a única coisa que ela queria era fixar a verdade na sua mente. E você? Lembra-se que naquele mesmo dia você teve oportunidade de pegar a Bíblia do seu marido para conferir, mas você não quis?

Imediatamente, a cena saltou para a memória dela também.

Pois é Senhor... eu... eu nem li mesmo... eu estava tão cheia de coisas na cabeça naquela hora, que... deixei pra ler mais tarde e... depois acabei esquecendo... Disse ela meio constrangida.

Eu sei Laura... você estava mesmo com a cabeça muito cheia, tão cheia que nem sequer se perguntou o que é que a Bíblia estava fazendo ali... na mesa... e não na estante onde sempre ficava...



Parecia que só agora ela tinha se dado conta disso. Realmente, ela nem tinha estranhado o fato de ver a Bíblia em cima da mesinha na sala do marido e não na estante de onde nunca saía, a não ser quando a pessoa da limpeza tirava o pó, e ainda assim, por breves minutos, para logo voltar ao seu lugar ao lado de outros livros que ficavam ali apenas por enfeite.

É... verdade Senhor... eu nem me preocupei com isso... Bom, só posso pensar que era porque alguém andava  lendo a Bíblia por ali, não? A mulher da limpeza, talvez... ela era evangélica...

  Não...  ela não lia ali, apenas orava, enquanto trabalhava. Quem leu aquele dia foi exatamente o seu marido. Ele andava pesquisando algumas dúvidas que ficaram martelando em sua cabeça depois das conversas com a Zezé e a Mannu.

Ah... disse ela, totalmente sem graça e buscando o que falar para se justificar diante daquela imensidão no Universo e diante do Criador de tudo aquilo. Para onde ela olhava percebia grandeza! Sentia-se um farelinho, menos que uma partícula diante de tudo ali e principalmente diante do Senhor de toda aquela Glória.

Não preciso que você se justifique agora pelo seu desinteresse Laura. Só quero que você pense em quantas oportunidades você perdeu de tentar entender o que foi deixado escrito pra vocês. Se vocês questionassem menos e lessem mais, juntos, sem a falsa sustentação que o conhecimento humano promove, vocês dois teriam chegado a conclusões impressionantes pra vocês, porque o próprio Espírito Santo revelaria ao seu espírito as coisas que aos olhos de vocês nunca fizeram sentido.



Querida Laura, você analisou demais as coisas e sempre da perspectiva enganosa semeada desde o princípio pelo adversário da humanidade na dimensão espiritual. Aliás, para você esse “adversário” não passava de “criação” da mente humana, não é mesmo? No entanto, você fez exatamente a vontade dele muitas vezes,  mesmo sem acreditar na existência dele, você "trabalhou" com ele; pois era justamente disso que ele precisava, da sua descrença. Essa é, até hoje, uma das suas melhores estratégias; quanto mais despercebido ele estiver, mais fácil para ele trabalhar nas mentes humanas sem ser rejeitado.

Ela pensou um pouco nas muitas vezes em que se preocupara pelo fato da Zezé ficar falando em “inimigo” aqui... “inimigo” ali... Afinal, isso parecia mais uma tortura psicológica para fazer as pessoas acreditarem levadas pelo medo! Ela se preocupava muito com o que poderia estar sendo plantado na mente da sua Mannu através dessas conversas ilusórias criadas pela imaginação humana. O ser humano tinha apenas um inimigo, na opinião dela, e o seu nome variava bastante; poderia ser Mirtes, Flavio, Lúcio, José, Claudio, Maria etc...! Mas, todos bem humanos mesmo. Trabalhando individualmente ou organizados sob diversas instituições.

No entanto, agora, ela sentia que as coisas não eram bem assim. Sentia que toda a racionalidade, que ela fizera tanta questão de preservar, tinha lhe dado uma rasteira espiritual enorme e a sua queda seria lenta, mas estrondosa. Esse era o sentimento que invadia a sua consciência nesse momento sem que ela pudesse lutar contra isso. Era uma certeza que ela não conseguia barrar, entrava, se instalava e ponto final. Bem, ela estava na Mundo da Verdade agora, não poderia lutar com armas humanas ali, seria invadida por ela (a Verdade) mesmo que não a aceitasse. Seu pensamento e seu raciocínio não mandavam ali, logo percebeu isso.

Pois é... e o que é que eu posso fazer agora?

Você, agora, aqui, não pode fazer mais nada. A partir de agora as coisas serão como foram determinadas pelo meu Pai. Ele é, realmente, Soberano...

Ela não conseguiu definir se isso, para ela, seria uma coisa boa ou péssima. Sentiu-se invadida pela forma mais forte de terror. A simples ideia de não poder ficar ali e ter que enfrentar outra realidade que ela desconhecia completamente e temia, e que agora conseguia sentir, aproximando-se dela, pouco a pouco, lhe causava uma dor que parecia física e era muito forte! Chegou a duvidar que tivesse morrido mesmo, afinal, como poderia estar sentindo aquela dor? Sempre soube que no “ Paraíso” não existia dor... será que ela estava entrando na outra realidade? Aquela... oposta  à do Paraíso? Nem se atrevia a pensar no nome.


Caiu de joelhos ali mesmo diante do Rei do Universo.


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