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Manô

Oi, esta é a Mannu, você vai conhecer a história dela. Todos os dias você vai ler um pouquinho sobre a vida dela, basta entrar aqui depois das cinco horas da tarde, quando você tiver tempo livre ok?? Vou contar tudo o que acontece na vida dela e das pessoas com quem ela convive. Você vai gostar muito dela, ela vai ser sua amiga de todos os dias.

sábado, 3 de dezembro de 2016

O SÁBADO DA HISTÓRIA II – CAPÍTULO 64



Logo após o almoço, a Zezé foi com a Mannu para a casa da Camila, levando algumas coisas já prontas que ela tinha feito. Lá iriam fazer mais algumas guloseimas e tudo já estaria pronto para aguardar as meninas.

Enquanto a Zezé se resolvia lá na cozinha com a Mari, a Camila levou a Mannu para o seu quarto para brincarem um pouco. Antes disso a mãe da Camila apareceu para dar um beijo na Mannu. Ela estava de saída, ia comprar algumas coisas mas logo estaria de volta para participar também do “Sábado da História”. Já tinha um nome o evento que as crianças tinham começado.



Depois de conversar com as meninas, a mãe da Camila foi até a cozinha para falar com a Zezé e a Mari para saber se elas precisavam de mais alguma coisa. Elas disseram que estava tudo em ordem, só estavam terminando de confeitar um bolo e já iriam começar a arrumar a mesa pois já eram quase 3:00 h da tarde. Logo as meninas começariam a chegar.

As meninas estavam no quarto brincando já fazia quase uma hora quando ouviram a campainha. Saíram as duas correndo porque sabiam que era alguma das meninas. Quando abriram a porta, levaram até um susto! Estavam todas ali já. Combinaram de chegar ao mesmo tempo e todas elas cumpriram a promessa.


Foi uma festa para a Camila e a Mannu, que puxaram as meninas todas para dentro de casa e foram imediatamente, numa gritaria só, ver o local que a Zezé e a Mari estavam terminando de arrumar já. As duas também se assustaram quando ouviram a algazarra das meninas.
 

Mal a Zezé acabou de perguntar e apareceram as “sete” na porta que dá para a varanda onde a Zezé e a Mari tinham arrumado a mesa, porque a vista era linda e ainda por cima, tinha um arco-íris aparecendo no horizonte. Todas estavam empolgadas e já elogiando o bolo e os doces.

Ebaaaaaaaaaaa!!! Essa mesa sempre me dá água na boca!! Disse a Juliana, com a concordância de todas as outras que repetiam juntas a mesma coisa, parecendo até que tinham ensaiado!

UAAAAAU!!! Que delíciaaaaa!!!!


A Zezé perguntou se a mãe da Camila já tinha voltado e a Camila disse que não. Então decidiram esperar um pouquinho  mais até a mãe dela voltar para então iniciarem o ataque à mesa que a Zezé e a Mari tinham acabado de arrumar. 

Não demorou nem cinco minutos e a Melissa já estava de volta e “autorizou” o mergulho na doçura. E avisou que tinha trazido mais uma coisa para depois. Algumas “paletas” daquelas bem deliciosas 
que estavam esperando  por elas no freezer. Já sabem a reação né? Lógico...



EEEEEEBAAAAAAAAA!!! A uma só voz!


Depois da alta dose de “energia”, foram todas para uma outra sala onde iriam ouvir as histórias da Zezé. Se acomodaram todas, inclusive a Melissa. Os pais da Mannu ainda não tinham chegado, então, a Mannu, um tanto preocupada, pediu para tia Mel se podia ligar para a mãe dela.

Claro, Mannu, toma aqui o telefone, liga pra mamãe...

Na hora em que ela aguardava a mãe atender, ouviu-se a campainha. Era justamente a mãe dela, acompanhada do marido. A Mannu ficou eufórica e correu para o colo do pai.

Ah que bom que vocês chegaram porque a Zezé estava esperando para começar... quer dizer, para “continuar”, porque nós já começamos sabe? Já comemos muita coisa gostosa, você não quer também mamãe? Hein papai?

É, isso mesmo Dr. Álvaro e Dra. Laura, o que é que vocês gostariam de tomar  e beliscar antes de iniciarmos? Perguntou a mãe da Camila.

Só um cafezinho se tiver Melissa, mais nada. Estamos tentando perder uns “quilos”, disse a Dra Laura, olhando para o marido e esperando que ele concordasse.

Ah, pois eu aceito  o cafezinho e um pedaço do bolo da Zezé, esse não posso dispensar, disse o médico dando uma piscadinha para a filha que continuava agarrada nele.

É pra já, disse a própria Zezé, correndo para servir o patrão que foi se sentando por ali, no meio da criançada.

Assim que foi resolvido o problema do estômago vazio do Dr. Álvaro, a Zezé pegou o Livrão e começou:

Bem, minhas crianças, nós estávamos falando no sábado passado daque...

Daquele jardim lindo que Deus fez para o homem e para mulher cuidarem Zezé! Gritou a Lívia, antes de todas as meninas. Ela estava muito feliz aquele dia, pois a sua mãe tinha dito que na próxima vez, ela também queria ir para participar do “Sábado da História”.

Isso mesmo Lívia! Todos se lembram disso?

Siiiiiiimmmmm! Foi a resposta geral.



Pois bem, continuou a Zezé: “Vamos então só relembrar um pouquinho. Esse jardim era perfeito e nele, o homem, a mulher e os animais viviam em harmonia. Nenhum deles sentia medo um do outro, nem vergonha. O casal andava por ali sem roupa nenhuma e tudo era muito normal e calmo.

Sem roupa? Perguntou a  Cássia, estranhando a situação...

É... sem roupa Cássia. Sabe por quê? Porque eles eram totalmente puros de pensamento, eles não conheciam o mal e, portanto, não sabiam sentir vergonha, ou medo, ou mesmo raiva, nada dessas coisas que nós sentimos na nossa vida agora.

Ah... eu queria morar lá Zezé! Disse a Juliana rindo. Em seguida perguntou:

Mas Zezé... eles não ficavam com frio e com gripe?

Não minha querida. Lá, a temperatura era constantemente equilibrada para que eles se sentissem muito bem. E doença era outra coisa que não existia nesse jardim.

Nesse instante o Dr.Álvaro não pode deixar de pensar:


A Zezé continuou explicando que Deus tinha feito um lugar perfeito, com criaturas perfeitas, para que tudo andasse em perfeita harmonia. Só que o homem e a mulher não obedeceram ao que Deus tinha falado sobre as frutas que eles podiam comer. Então, resolveram provar, ou melhor, foram convencidos a experimentar o fruto de uma árvore que Deus tinha alertado que eles não deveriam comer. Essa árvore era chamada de “árvore do conhecimento do bem e do mal”.

Nesse instante, o Dr. Álvaro começou a pensar se ele deveria estar ali ouvindo uma “fábula” daquelas que ele mal sabia onde ia parar. Pela sua cabeça passava o quanto ele estava preocupado com o que a sua filha andava ouvindo e aceitando como verdade. Mas, ao mesmo tempo, por mais que ele quisesse interromper a Zezé e fazer mil perguntas e oposições ao que ela falava, menos ele tinha coragem para tanto. Parecia que se ele abrisse a boca seria um vexame a mais. Era como se ele se sentisse pequeno demais diante daquela história que ele não sabia por que, tinha tanto poder de atrair e fixar sua atenção e de todas aquelas crianças.

Achou melhor esperar mais um pouquinho para depois fazer suas perguntas e contestações todas.

A Zezé continuou: Quando o primeiro homem e a primeira mulher comeram da árvore que Deus havia determinado que eles não comessem, algo mudou imediatamente na mente deles. De repente eles perceberam que estavam nus e sentiram vergonha um do outro. Sem saber ao certo por que, sentiram culpa, sentiram vontade de se esconder de Deus que vinha sempre no final do dia encontrar-se com eles para conversar. Deus se comunicava com o ser humano de maneira direta nesse tempo. As coisas eram muito diferentes.

Nesse instante, a Lívia fez exatamente a mesma pergunta que estava “rodando” na mente do Dr. Álvaro. Tanto que ele até se assustou por ver que a menina estava seguindo o mesmo raciocínio dele... ou seria ele quem estava seguindo o raciocínio dela? Essa pergunta inquietou a alma dele.


Disse a Lívia: Mas Zezé, eu não entendo: Por que só uma fruta fez tanta mudança neles?

Em seguida, a Mannu completou: É Zezé, como é que pode fruta fazer mal, porque eu gosto tanto de todas as frutas do mundo! Essa fruta era ruim?

A Zezé percebeu imediatamente que a parte difícil começaria agora. Olhou para o Dr. Álvaro que estava com uma expressão de curiosidade misturada com alívio por saber que teria a explicação que ele queria sem precisar perguntar. A Zezé, no entanto, jogou o pensamento lá pra cima, nos céus, e pediu socorro ao Único que poderia ajudar nesse momento. Ela pediu em pensamento:


Essa parte será bem explicada pela Zezé para que não reste dúvida na cabeça de ninguém. É uma longa explicação que você não vai poder perder no próximo capítulo.







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